Acesse o novo site

Em 23/05/2019 06:05, Categoria: Educação, Cultura e Desporto

Combate ao abuso e exploração sexual infantil é tema de palestra na Casa da Cultura


Texto e foto: Franciele Moraes

Uma palestra sobre o Combate ao Abuso e Exploração Sexual Infantil ocorreu por meio da Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Desporto (SMECD), no dia 23 de maio, na Casa da Cultura Athos Branco, em Lagoa Vermelha. O evento faz alusão ao Dia Nacional de Combate ao Abuso Sexual e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, em 18 de maio e é realizada pela Campanha Faça Bonito do Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes. O bate-papo foi ministrado pelo psicólogo Marcos Heinsch e contou com a presença de diversas escolas.

O Dia Nacional de Combate ao Abuso Sexual e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, foi escolhido em razão da história de Araceli Cabrera Sanches, de 8 anos de idade, que em maio de 1973, foi sequestrada, drogada, espancada, estuprada e morta por membros de uma tradicional família do Espírito do Santo. Não houve denúncia dos criminosos e a impunidade dos assassinos chocou a população da cidade. Assim, foi instituída a data, pela Lei Federal nº 9.970/2000, com o objetivo de sensibilizar a sociedade para o enfrentamento do tema.

Segundo Marcos, é natural e necessário falar sobre sexualidade. As crianças e adolescentes devem conversar com alguém de confiança sobre o tema. “Alguns podem buscar diálogo com os pais, professores, ou a figura de confiança de outros membros da família”, diz. Marcos explica que falar sobre o assunto não é feio, e a criança ou adolescente não deve ficar constrangido. Por meio de debates, esses jovens vão aprender a como se defenderem. 

O psicólogo salienta que a violência sexual pode ocorrer de duas formas: pelo abuso sexual ou pela exploração sexual. O abuso sexual é praticado dentro ou fora do ambiente doméstico, geralmente é cometido por pessoas muito próximas à criança . Já a exploração sexual é a utilização de crianças e adolescentes para fins sexuais mediada por lucro, objetos de valor ou outros elementos de troca. A exploração sexual ocorre de quatro formas: no contexto da prostituição, na pornografia, nas redes de tráfico e no turismo com motivação sexual.

Como denunciar?

Em casos de suspeita ou conhecimento de alguma criança ou adolescente que esteja sofrendo violência, o caso deve ser denunciado. Existem vários canais para queixa: Conselho Tutelar, Disque 100, escola, com os professores, orientadores ou diretores, delegacias especializadas ou comuns, Polícia Militar, Polícia Federal ou Polícia Rodoviária Federal e o número 190.



Publicado por: Assessoria de Imprensa
Esta notícia foi visualizada 194 vez(es).